O abade
Alphonse-Louis Constant que, sob o pseudônimo de Elifas
Levi Zaed, foi um grande ocultista do século XIX, nasceu
em Paris a 8 de fevereiro de 1810 e faleceu, na mesma cidade,
a 31 de maio de 1875.
Elifas Levi Zaed entrou na Ordem de São Francisco e aí,
dispondo do imenso cabedal que lhe forneciam os manuscritos
da biblioteca de seu convento, obteve os vastíssimos
conhecimentos ocultos que, com tanta maestria, expõe
nas suas obras. O mestre não foi, porém, apenas
realizador pela palavra, pois muitos prodígios atestam
o seu profundo conhecimento das práticas ocultas.
Os ignorantes e os tolos que estudam o ocultismo e, modestamente,
pretendem professá-lo, geralmente são vítimas
dos elementos do astral e julgam que a Magia consiste em fazer
as mesas se moverem ou ir em corpo astral à casa de uma
namorada. Os fenômenos de realização mágica
que se produzem ao redor daquele que está ligado a uma
iniciação tradicional, isto é, que tem
sua cadeia constituída no invisível, são
menos ruidosos, porém muito mais sérios.
Alphonse foi incentivado a estudar ocultismo pelo polonês
J.M. Hoene-Wronski (1776-1853).
Poucos meses após ter passado por uma trágica
experiência, quando tentou fazer com que o espírito
de Apolônio de Tiana, filósofo e taumaturgo do
século I, se manifestasse de forma visível, publicou
o livro intitulado Dogma de Alta Magia. Nesta obra e em sua
seqüência, Ritual de Alta Magia, publicada dois anos
depois, apresentou um relato preciso da teoria e da prática
da Alquimia, da Magia Cerimonial e de outras ciências
ocultas.
As teorias de Levi não fizeram muito sucesso enquanto
ele estava vivo. Seus livros atraíram pouca atenção
e as vendas foram pequenas, obrigando-o a dar aulas de ocultismo
para sobreviver.
Elifas Levi Zaed faleceu tranqüilamente, em sua residência,
a 31 de maio de 1875, deixando numerosos discípulos e
continuadores de sua obra.